Comus trabalha para desafogar porto - 31/03/08
Geriane Oliveira

Proposta apresenta os gargalos do sistema e oferece soluções.

Conhecer os gargalos do complexo portuário de Santos, que opera com 22 terminais (secos e molhados), e articular a eficiência de suas operações. Essa foi a pauta da reunião do Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realizada na última quinta-feira, na sede da entidade.

Segundo o coordenador do Comus, José Cândido Senna, com esse avanço, a proposta é apresentar o relatório à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para juntos buscarem ações integradas que ampliem o funcionamento de todos os departamentos da zona portuária santista, escopo do projeto "Porto 24 horas" do comitê.

A reunião contou com a participação de Marcelo Nobre e Cláudia Celita Gonzales, representantes da Associação Brasileira das Empresas Transportadoras de Contêineres e Terminais Retroportuários (ABTTC), que apresentaram os problemas e sugestões levantados recentemente entre os profissionais do porto.

O mau uso dos contêineres pelas empresas e o limitado tempo de expediente de algumas plataformas marítimas são os principais entraves no desembaraço de mercadorias importadas e exportadas que ainda causam filas de caminhões no local. O consenso do Comus foi a padronização de procedimentos e a extensão do horário de atendimento dessas plataformas.

Segundo uma pesquisa realizada por Senna, a circulação de navios na zona portuária cresceu cerca de 4,3% nos últimos três anos. Isso significou um aumento de 13,2% no desembarque de contêineres. "Outra grande necessidade é a ampliação da área retroportuária para atender a demanda", afirmou.

O Porto de Santos é o maior da América Latina, responsável por mais de 25% da movimentação de desembarque, armazenamento e estocagem da carga brasileira.

O Comus tem o objetivo de promover a divulgação do conhecimento de questões relacionadas à eficiência das atividades dos portos e aeroportos do Estado de São Paulo para torná-los mais competitivos.


DIÁRIO DO COMÉRCIO, 31/3/2008, Economia, pág. 12.


 
Fonte:Diário do Comércio, 31 de março de 2008