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O porto de Santos, no litoral de São Paulo (85
km da capital), subiu oito posições no ranking mundial dos
cem principais portos na movimentação de contêineres,
passando do 53º lugar em 2003 para a 45ª posição
no ano passado.
O levantamento é feito todos os anos pela revista britânica
"Cargo Systems", com base nos números passados pelas
administrações portuárias, e foi divulgado anteontem
pela Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo, estatal que
administra o porto de Santos).
Os dados também mostram que o complexo portuário santista
é o primeiro entre os terminais da América do Sul, o segundo
do Hemisfério Sul -atrás apenas do de Jacarta, na Indonésia-
e o sexto do continente americano, atrás dos portos norte-americanos
de Los Angeles, de Long Beach e de Nova York, da Cidade do Panamá,
no Panamá, e do de Oakland, nos Estados Unidos.
A exemplo do porto de Santos, outros cinco portos também subiram
oito lugares na classificação: o de Sharjah, na Arábia
Saudita, os de Ambarli e de Izmir, na Turquia, e os de Damietta e de Port
Said, no Egito.
Eles foram superados apenas por Jidda, na Arábia Saudita, que subiu
11 posições, e Dalian, na China, que saltou nove.
Um total de 1.882.639 TEU's (unidade equivalente a um contêiner
de 20 pés) foram movimentados no porto de Santos em 2004, 20,67%
acima do movimentado em 2003, quando foram verificados 1.560.201 TEU's.
Segundo estatísticas da Codesp, a movimentação de
contêineres do porto santista deverá apresentar, neste ano,
um crescimento 21% superior ao do ano passado, atingindo 2.280.000 TEU's.
Desde 2001, Santos subiu 16 posições no ranking mundial
de principais portos.
Apesar do sucesso na movimentação de contêineres e
dos esforços da Administração Portuária, o
porto de Santos recebe algumas críticas no que se refere ao congestionamento
de caminhões e às incertezas do serviço de dragagem,
necessário para manter a profundidade do canal de acesso ao porto
de Santos.
"A quase totalidade dos contêineres que chegam e saem de Santos
se movimenta por caminhões. Há um custo que irrita muito
o exportador que é a sobreestadia do caminhão, que eles
têm de pagar por conta do acesso aos terminais do porto se dar de
maneira ineficiente", afirmou o coordenador-executivo do Comus (Comitê
de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo),
José Cândido Senna.
"É como se você tivesse chegado à casa de alguém
e deixado o táxi esperando. A bandeira está abaixada e o
motorista vai querer cobrar porque deixou de prestar um outro serviço
para ficar à disposição", concluiu.
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