Exportadores de SP cobram a dragagem
 

Exportadores da indústria paulista pediram ontem ao secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, a inclusão da dragagem de manutenção do Porto de Santos na lista das prioridades políticas do Governo do Estado. Na prática, eles querem que o Estado exerça o papel de intermediador e cobre do Governo Federal agilidade no serviço, parado há 20 meses.

Rais Lopes esteve ontem na sede da Associação Comercial de São Paulo, na Capital, onde ouviu dos empresários os principais problemas causados pela falta de infra-estrutura no porto. Entre diversos pontos, o mais destacado foi justamente a falta da retirada da lama do estuário.

‘‘Tem de começar a dragagem já’’, disse o diretor para a América Latina da Wolkswagen Transport, Richard Schues. E reiterou: ‘‘do contrário, toda a exportação (pelo porto) estará em jogo’’.

Rais Lopes, que fez uma apresentação acerca do sistema viário no Estado, denominado Plano Diretor de Transportes (PDDT), concordou com a afirmação e disse ainda que ‘‘o setor produtivo tem de bater e cobrar do poder público’’.

O processo licitatório para a retomada da dragagem de manutenção do porto foi suspenso no início do mês passado, quando as duas empresas que disputam o contrato para realizar o serviço — a Bandeirantes Dragagem e Construção Ltda e a Dragaport Ltda — conseguiram liminares (decisões provisórias) para a interrupção do processo.
Elas teriam apontado irregularidades na decisão da Codesp em admitir a participação de uma outra firma, a Enterpa Engenharia, na disputa. É que esta empresa recorreu de uma decisão anterior da Autoridade Portuária que a desabilitava de participar da seleção. E ganhou. O argumento da estatal era que a draga da empresa não estava em território nacional.

A dragagem de manutenção é essencial para que os navios com calado de 14 metros, a fundura original porto, possam acessar sem risco o cais santista. Atualmente com 12,4 metros de profundidade, a entrada do canal é o ponto mais crítico. É neste local que o serviço terá início. Serão dragados cerca de 4,5 milhões de metros cúbicos de lama, a um custo aproximado de R$ 45 milhões.



A Tribuna Digital
Fonte: A Tribuna de Santos - 27/08/2004