CAP do Porto de Santos quer dragar 500 mil metros cúbicos por mês
 

A decisão será tomada pelos órgãos ambientais que estão monitorando a retirada de sedimentos do estuário. De acordo com o Plano de Dragagem, em dez anos o calado será de 17 metros. Atualmente é permitido remover até 300 mil metros cúbicos cada mês.

A Codesp espera decisão da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente sobre a retirada da restrição de dragar mais de 300 mil m3 por mês. O Conselho de Autoridade Portuário (CAP) pleiteou, na última quarta-feira (18/10) a permissão de que este volume suba para 500 mil m3.

De acordo com o diretor de infra-estrutura e serviços da Codesp, Arnaldo Barreto, Já foi dragado 90% do volume todo, na primeira etapa. "O calado que antes era de 12,5 metros, agora passou para 13 metros", disse. O Plano de Dragagem prevê que em dois anos o calado fique em 15 metros. Na segunda etapa, daqui a cinco anos, seja de 16 metros. Em 2016, a terceira etapa atingiria 17 metros.

O custo da operação é de R$ 33 milhões por ano para dois trechos do porto - canal de acesso e bacia de evolução. Somados a este valor mais R$ 20 milhões para a dragagem dos berços de atracação. Os recursos são federais, da própria Codesp.

"Santos é um porto onde a autoridade ambiental é considerada a mais bem equipada e atuante", disse o coordenador executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (COMUS), José Cândido Senna.

Senna contou que as autoridades ambientais firmaram dar total prioridade aos projetos de Santos quanto à dragagem. As operações que foram reiniciadas estão sendo monitoradas para análise de reações que acontecem no fundo do estuário. "A Cetesp disse que necessita mergulhar nos relatórios desta dragagem, para fazer uma avaliação mais detalhada e decidir a questão pleiteada. Não tem data para dar uma resposta", disse Senna.

Cada perda de um pé no calado, em relação aos grãos, o navio deixa de carregar de 7 a 8 mil toneladas. "Foi constatado com isso o aumento do custo médio por tonelada, o que acarreta em fretes mais elevados", disse Senna pontuando a necessidade do plano de dragagem.

Em 2005 foram movimentados em Santos 72 milhões de toneladas de carga. A previsão para este ano, de acordo com a Codesp é de atingir 79 milhões de toneladas. Do total de importações e exportações brasileiras, o porto corresponde a 26% da movimentação.

Por Maria Fernanda Ziegler - Florianópolis


 
Fonte:NetMarinha, 25 de outubro de 2006