Empresa quer modernizar Pátio em Santos
 
A Ecopátio vai apresentar projeto ao BNDES que prevê agilidade nos processos 90 milhões de reais serão necessários para que o estacionamento fique mais moderno e eficiente

OEcopátio Logística Limitada, empresa do Grupo Ecorodovias (concessionária de estradas) apresenta hoje ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um ambicioso projeto orçado em R$ 90 milhões para modernizar e dar eficiência máxima a um estacionamento de 443 mil metros quadrados, que pode abrigar 3,5 mil caminhões, junto ao Porto de Santos (SP).

Se tudo correr como o previsto, já que a parte ambiental está praticamente aprovada, o projeto estará concluído no máximo em um ano, informou Ricardo Luiz Napoleão, gerente de Operações do Ecopátio, em reunião no Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na quinta-feira passada.

Napoleão disse que o projeto dará maior segurança, menor espera aos caminhões, agilidade a embarques e desembarques, além de desafogar as cidades de Santos e Guarujá das filas de espera dos caminhoneiros. Ele terá impacto positivo também no custo do frete e dos seguros.

Rastreabilidade – A implantação prevê que R$ 80 milhões serão aplicados em pavimentação, esgotos, edificações para administração e postos de atendimento ao caminhoneiro. Os R$ 10 milhões restantes irão para a instalação de um avançado sistema de tecnologia da informação aplicada em sistemas de rastreabilidade, adequada à realidade brasileira. "O custo não pode inviabilizar sua operação", enfatizou o gerente. Por isso, o Ecopátio – assumido pela Ecorodovias, em abril passado – vai customizar cada operação, ou seja, adequá-la às necessidades de cada cliente.

Atualmente, pelo Ecopátio passam caminhões que transportam essencialmente açúcar a granel, farelo de laranja e soja. A idéia central do projeto é manter o caminhão parado o mínimo possível no estacionamento, para otimizar o frete. Assim, o Ecopátio vai investir também em uma "central de frete" para que um caminhoneiro não retorne do porto para sua base "vazio", como ocorre hoje em 60% dos casos.

Permanência – De abril para cá, o Ecopátio conseguiu a marca de três a quatro horas médias de permanência de um caminhão no estacionamento; o máximo de seis horas em um dia de chuva. "Ao custo de R$ 8 por seis horas", afirmou Napoleão. Essa marca deverá melhorar, com o tráfego do caminhão/carga monitorado desde o ponto de partida até a descarga no porto. Além disso, a adoção dessa tecnologia deverá reduzir os gastos com seguro de cargas e pessoas ao evitar, além da espera no estacionamento, acidentes e roubos.

Luís Vitiritti, gerente de riscos da Itaú Seguros, confirmou que, em alguns casos, o potencial de perdas caiu até 70% com o sistema de rastreamento. Deu como exemplo uma empresa têxtil que conseguiu desembolsar com seguros, em 2005, apenas um sexto do que há dez anos. Para José Cândido Senna, coordenador do Comus, esses investimentos ajudam a racionalizar e dar maior competitividade ao Porto de Santos, com enorme benefício para o avanço do comércio exterior brasileiro.

Sergio Leopoldo Rodrigues

 

 
Fonte:Diário do Comércio 18/08/2006