| Companhia Docas quer fugir da ociosidade |
Atualmente, o terminal movimenta 480 mil toneladas por ano. Para dobrar esse volume, além do aumento de cargas de projetos provenientes do gasoduto Mexilhões, Frederico Victor Moreira Bussinger, diretor presidente da Companhia Docas de São Sebastião, diz que haverá a necessidade de reajustar as taxas portuárias. "Nossas tarifas são as mesmas cobradas desde 1996. Além disso, precisamos ajustar os preços aos novos produtos que estamos recebendo, como as cargas desse projeto", disse Bussinger em reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), realizada na última quinta-feira na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O presidente da Companhia Docas também está confiante de que as montadoras de automóveis voltarão a usar o porto para exportar. Segundo ele, São Sebastião chegou a enviar para o exterior cerca de 30 mil veículos em 2005, mas esse número caiu para 18 mil em 2006. Para este ano, com a volta de montadoras que haviam desistido dessa saída, como a Volkswagen, espera-se chegar a 22 mil embarques. "Não será preciso fazer grandes investimentos para atingir as metas de 2008. Apesar de pequeno, o porto é ocioso. Nosso único berço de atracação chega a ficar 20 dias vazio", disse Bussinger. Ampliação – Para o ano que vem, só é prevista a desativação dos armazéns instalados no berço de atracação para liberar mais espaço para as cargas. Mas a Companhia Docas tem projetos ousados para a ampliação do porto no longo prazo. A proposta inclui, entre outros pontos, a criação de berços de atracação de 12, 16 e até 20 metros de profundidade. Também está previsto o aterramento da Baía do Araçá, que daria espaço para um terminal de contêineres. O projeto de ampliação do porto, no entanto, é embrionário. Ainda não existem prazos e orçamento para as obras. |
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Fonte:Diário do Comércio, 17 de dezembro de 2007
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