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Especialistas avaliaram a implantação do projeto Porto 24 Horas
Mário Tonocchi
OPorto de Santos gerou prejuízos de R$ 745 milhões só com as horas paradas dos caminhões de transporte de contêineres no ano passado. O cálculo é da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), apresentado na última sexta-feira, na reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que defende a implantação do projeto Porto 24 Horas. Apesar das melhorias no sistema portuário, esse montante em perdas deve se manter em 2008.
O excesso de horas paradas no transporte de cargas é resultados direto da burocracia estatal, falhas na infra-estrutura e logística e problemas nos operadores dos portos, segundo a análise da NTC&Logística. "São perdidas, em média, mais de 15 horas em cada operação completa, tanto na importação como na exportação, ou seja, nas movimentações nos terminais vazios e cheios e na estufagem ou desova", disse o assessor técnico da NTC&Logística, Juliano Dian.
Segundo Dian, tecnicamente, geram tempo de espera do caminhão, entre outros fatores, o pré-stacking, quando o contêiner deve ficar armazenado no pátio da transportadora antes de ser levado ao terminal de embarque, além do handling in/out e a armazenagem por tempo pré-determinado pela empresa.
De acordo com o coordenador técnico da NTC&Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, os levantamentos da associação também calculam o custo total do transporte de cargas pela transportadoras de contêineres. Para isso, levam em conta todos os quesitos das operações. Da manutenção dos veículos ao custo total dos trabalhadores, passando pelas taxas e impostos. Também entram na composição do frete, serviços adicionais, pedágio, despesas diretas, indiretas e administrativas, entre outras. Hoje, para viagens entre 161 e 170 quilômetros, aproximadamente a distância entre a região de São Paulo e Santos, o custo varia de R$ 1.143,33 o contêiner de 25 toneladas a R$ 1.285,70, o de 30 toneladas.
"Vamos levar esses cálculos, determinando o quanto pode ser economizado somente com a eliminação da hora parada do transporte para as reuniões programadas a partir do ano que vem no interior de São Paulo", disse o coordenador do Comus, José Cândido Sena.
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