| Prêmio Exporta São Paulo tem destaque para 27 empresas | |
| A entrega do Prêmio Exporta São Paulo, realizada ontem no auditório da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), também serviu de cenário para a assinatura de convênio entre a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a São Paulo Chamber of Commerce, da ACSP, e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico.
Além de viabilizar o cadastramento das empresas do estado, o convênio dará prioridade aos arranjos produtivos locais (APLs) e servirá de base a outros programas de incentivo às exportações, explicou Guilherme Afif Domingos, presidente da Facesp e da ACSP. "O trabalho de São Paulo para o incremento das exportações nacionais mostra claros resultados", disse Afif Domingos, destacando o vigor com o qual o empresário paulista reagiu ao estímulo às exportações. Não à toa, é aqui que se concentram mais de 30% das vendas externas totais do País. "O sentido desta reunião é continuar o papel precursor desta casa (a ACSP) na criação de uma cultura exportadora", disse o secretário João Carlos de Souza Meirelles, referindo-se à parceria que envolve o governo do estado, a Facesp e a São Paulo Chamber of Commerce desde o final de 2004. Ele lembrou que nos últimos 12 meses, o estado exportou US$ 37,558 bilhões e importou US$ 30,057 bilhões, gerando superávit de US$ 7 bilhões. Ao longo de 2005, o volume total de vendas externas acumuladas é da ordem de US$ 34,532 bilhões, equivalente a 32,1% de tudo que o Brasil exporta. Lição de sucesso – Entre as empresas responsáveis por esse desempenho está a Politron, indústria de máquinas e componentes eletrônicos. Ela é uma das 27 pequenas e médias empresas paulistas a receber o Prêmio Exporta São Paulo. "Éramos exportadores esporádicos, mas aumentamos nossa inserção desde 2004. Para isso, nos integramos às missões empresariais, inclusive às realizadas pela São Paulo Chamber, a feiras e ao programa Exporta São Paulo", explica Maria de Oliveira, diretora administrativa da empresa. Esses são alguns dos motivos, segundo ela, para o aumento da participação das exportações no faturamento da empresa, que saltou de 15% em 2004 para 35% neste ano, com vendas para toda a América Latina e Central, leste europeu e Estados Unidos. A Hospimetal, de Wiliam Donisete de Paula, também se situa entre os empresários que buscam novos mercados. Fundada em 1984, a empresa iniciou suas exportações em 2004, quando contabilizou US$ 30 mil com vendas externas. Este ano serão US$ 170 mil, e a previsão é contabilizar US$ 400 mil no próximo ano. Cesar Tonheiro, seu conterrâneo de Araçatuba, e um dos sócios da Ataforma Indústria e Comércio, também prevê expansão. Ele estima fechar 2005 com alta de pelo menos 30% nas exportações de suas formas de aço inoxidável para picolé. Tonheiro exporta desde 1987 e já investiu cerca de R$ 1 milhão em tecnologia para se adequar aos novos mercados. |
| Sergio Leopoldo Rodrigues |
Fonte:Diário do Comércio 13/12/05
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