Um porto 24 horas
Atualmente, apenas algumas empresas e partes envolvidas no processo de importação e exportação trabalham ininterruptamente, como os terminais molhados. Outras, como os terminais de contêineres vazios, funcionam até as 18 horas. A vistoria nos navios é feita apenas até o meio-dia, sem falar nos órgãos públicos como Receita Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trabalham até as 18 horas. "Santos movimenta o mesmo que a soma dos outros principais sete portos brasileiros. Mas para ter a dinâmica de um porto de nível internacional, precisa funcionar 24 horas em todas as partes", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Rocha. Em 2007, o porto movimentou 1.654.713 contêineres. Para facilitar o trabalho de identificação dos gargalos enfrentados pelos importadores e exportadores e de quem deve começar a operar 24 horas imediatamente, o presidente do Comus, José Cândido Senna, sugere uma investigação "porto a porta e porta a porto". "Temos que nos aproximar dos órgãos públicos e das empresas para ver o que pode ser melhorado." Outra decisão do presidente do Comus é utilizar a infra-estrutura das 16 cidades atendidas pelo projeto Exporta, São Paulo, para ensinar as empresas melhores formas de processo, como agendar pela internet o desembarque de contêineres nos terminais molhados, antes de levar os cami-nhões para Santos. O vice-presidente da Associação Comercial de Santos, Vírgilio Gonçalves Pina Filho, sugere que, além do Comus e da ACSP, outras entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sejam chamadas para discutir a questão do porto 24 horas, de forma a pressionar a autoridade portuária e os órgãos do governo federal. "Podemos criar uma força e exigir o funcionamento ininterrupto", disse.
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Fonte:Diário do Comércio, 03 de março de 2008
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