Porto de Santos é alvo de debate
 
 

A Associação Comercial de São Paulo foi palco, na última quinta-feira, de uma discussão sobre a capacitação e as condições operacionais das ferrovias em Santos e os impactos no escoamento das cargas no porto. Na pauta dos debates estiveram as características da operação ferroviária na região da Baixada Santista, incluindo os acessos às margens direita e esquerda do porto e os pontos de estrangulamento das operações.

Além disso, também foi analisada a possibilidade de uma atuação maior do usuário exportador e importador na defesa da melhoria das operações. "É importante unir forças de todo o setor, já que há perspectivas de um aumento este ano no volume de cargas movimentadas", disse José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus).

Problemas – Segundo Renato Fares Khalil, superintendente-geral da Portofer Transporte Ferroviário Ltda – empresa responsável pela operação ferroviária no Porto de Santos, a lista de problemas para serem solucionados é enorme. Entre eles, a baixa capacidade efetiva de operação de alguns terminais, a mão de obra de baixa produtividade, a invasão de favelas nas linhas férreas e a falta de liberação de containeres pela alfândega nos finais de semana e feriados.

Além de todos esses entraves, há ainda a questão dos congestionamentos de caminhões à espera do desembarque de mercadorias. "Deveria haver a implantação de um estacionamento de caminhões no planalto, efetivando o convênio Codesp e Ecovias, além da implantação do Centro de Controle de Operações", afirmou Khalil, da Portofer.

O saldo do encontro foi positivo. Segundo o empresário, a atual estrutura do Porto de Santos permite a prestação de serviços até o ano de 2014, desde que sejam eliminados os gargalos operacionais e que o governo faça novos investimentos para atender as demandas dos exportadores.

A reunião na ACSP contou ainda com a participação de Vagner Gonçalves, gerente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

André Alves
Fonte:Diário do Comércio 09/05/05