Porto seco no Guarujá
 

O município de Guarujá abriga o que pode ser a garantia de alívio logístico para o sobrecarregado Porto de Santos. Beirando a Rodovia Piaçagüera, uma área de 4 milhões de metros quadrados, dimensão 20 vezes maior que a área ocupada atualmente pelo porto no Guarujá, é pretendida pela prefeitura daquele município para abrigar um gigantesco porto seco.

A proposta foi apresentada ontem, durante reunião do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), cuja abertura foi feita pelo presidente-interino da entidade, Alencar Burti, que destacou a importância de se discutir mudanças no porto.

A idéia ganha força com a tramitação no Congresso do Projeto de Lei 6.370/05, que prevê mudanças no modelo de concessão das áreas destinadas aos portos secos. Por ele, não haveria mais as licitações que hoje são necessárias para permitir a exploração de armazéns nessas áreas.

Segundo o gerente de Projetos Estratégicos da Secretaria de Planejamento do Guarujá, Mauro Scazufca, muitas empresas já mostraram interesse em explorar a área que margeia a Piaçagüera. "Além da importância para a movimentação do porto, o uso dessa área seria a emancipação de Guarujá." Mas o projeto não tem prazo nem orçamento.

Potencial – Guarujá hoje é responsável por cerca de 30% da movimentação do Porto de Santos. Em 2005, das 70 milhões de toneladas movimentadas pelo porto, 46 milhões de toneladas foram pela margem direita (Santos e Cubatão) e cerca de 24 milhões de toneladas pela esquerda (Guarujá).

A participação da cidade deverá aumentar com a conclusão do Terminal de Grãos do Guarujá (TGG), que ocupará uma área de quase 500 mil m²

Renato Carbonari Ibelli
Fonte:Diário do Comércio 08/06/2006