Os procedimentos de fiscalização das mercadorias também surgem como um dos entraves para a plena ‘‘abertura’’ do Porto de Santos, segundo exportadores e importadores que utilizam o complexo.
‘‘A maior ineficiência do porto hoje está nos pátios, onde a carga permanece por tempos muito elevados (por conta da lentidão na fiscalização e liberação de cargas pelos diversos órgãos federais anuentes). Estando congestionados, eles começam a comprometer o crescimento das operações da prancha (índice que demonstra a quantidade de embarques e desembarques de cargas num determinado período de tempo), portanto no cais’’, explicou o coordenador do Comitê dos Usuários dos Portos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo, José Cândido Senna.
Os tempos de permanência do contêiner nos pátios do Porto de Santos hoje são, em média, de oito dias, ‘‘absurdamente altos’’, diz Senna. ‘‘Só há uma maneira de reduzir esses tempos. É, sob os auspícios da Autoridade Portuária, sentarmos com os órgãos anuentes na liberação de cargas e pedirmos especial atenção para tudo que disser respeito à liberação (conferência, desembaraço aduaneiro)’’.
A estratégia do representante da Associação Comercial de São Paulo prevê uma reunião com supervisores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Vigilância Agropecuária, da Alfândega (Receita Federal) e dos demais órgãos que supervisionam o comércio exterior. Senna quer ‘‘mostrar que, se conseguirmos reduzir esses tempos vergonhosos e passarmos para um tempo civilizado, o contêiner permanecerá nos pátios por um, dois dias. Assim, teremos um brutal ganho de eficiência’’.
Para o coordenador do Comus, com a redução do período de permanência da carga no porto e ‘‘com a dragagem de aprofundamento, o Porto de Santos consolidará sua posição de hub port de contêineres no Atlântico Sul’’.
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