| União do governo com Facesp e ACSP impulsiona exportação |
| Ampliar a base de exportadores paulistas, atualmente composta por cerca de 8,2 mil empresas, é o principal objetivo do projeto "Exporta, São Paulo". A iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a São Paulo Chamber of Commerce, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A idéia, segundo Alfredo Cotait Neto, coordenador da SP Chamber, é levar a cultura exportadora a produtores de pequeno porte, especialmente do interior do estado. "Queremos que o maior número possível de pequenas empresas participem desse momento excepcional do comércio exterior que o Brasil atravessa", afirma Cotait. Na opinião de Fernando Menezes, secretário-adjunto da Secretaria de Ciência e Tecnologia, isso só será possível através da participação da Facesp, que poderá mobilizar sua extensa rede de associações comerciais espalhadas pelo estado. A intenção, segundo o coordenador da São Paulo Chamber é que, a exemplo do que ocorreu na última quinta-feira em São Paulo, sejam realizados seminários em várias regiões com potencial exportador. A próxima cidade a receber o evento "Exportar para crescer – Novos Caminhos para o Mercado Externo", será Marília, no noroeste do paulista, no dia 09 de dezembro. O município concentra grande quantidade de empresas de produtos alimentícios. Exemplo para o País – O estado de São Paulo é responsável por um terço das exportações do Brasil e mais de 40% das importações. E não é para menos, afinal, que concentra um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. De janeiro a outubro deste ano, acumulou US$ 25,3 bilhões de exportações. Apesar de concentrar 38,8% das micro e pequenas empresas do Brasil, a participação delas no mercado externo é muito pequena. Até 2003, o estado possuia cerca de 9,5 mil firmas micro e pequenas. Dessas, 47,9% eram exportadoras. "Entretanto, a participação no valor exportado por elas foi de 2,4% do total brasileiro. O que queremos com o 'Exporta, São Paulo' é justamente aumentar a quantidade de micro e pequenos na exportação, não em valores", salienta José Cândido Senna, coordenador do projeto pela Facesp e São Paulo Chamber. Segundo ele, assim será possível gerar renda e emprego para uma parcela da população que está afastada da economia formal. Esse, aliás, também é o objetivo do governo estadual. "Mais que aumentar o saldo da balança comercial, nossa intenção é usar o comércio exterior para gerar renda e trabalho", afirma Menezes. Não é por outro motivo que o governo está elaborando o Centro de Logística, uma espécie de Poupa Tempo da exportação. Ele pretende reunir em um único local órgãos públicos ligados ao comércio exterior. Banco do Brasil, Correios, despachantes aduaneiros, comerciais exportadoras e entidades de classes ligadas ao setor são alguns que dividirão o espaço do Centro de Logística de Exportação (Celex). "Ao entrar ali, o produtor sairá com todas as informações necessárias para adentrar no comércio internacional", afirma o secretário-adjunto. |
| Patrícia Bülll |
Fonte:Diário do Comércio 06/12/04
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