| Desmistificar
para Crescer Seminário apoiado pelo SINDASP/CG promove ampla discussão e apresenta propostas para impulsionar comércio exterior |
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O projeto Dobrando as Vendas Externas com as Comerciais Exportadoras - como conseguir US$ 100 bilhões de exportações-, da Associação Comercial de São Paulo e Federação do Comércio do Estado de São Paulo, apoiado pelo SINDASP/CG cumpriu neste dia 21 de maio, em Guarulhos, mais uma das muitas etapas previstas para este ano, apresentando o seminário Exportar para Crescer - Novos Caminhos para o Mercado Externo. Abrigado pelo centro de convenções Open Hall, o encontro privilegiou as discussões com enfoque nos efeitos da globalização para o empresário e para a balança comercial brasileira, além de procurar desmistificar o universo das exportações aos empresários que ainda não conhecem o mercado externo. Um dos temas abordados foi a necessidade, hoje real, de se ter como meta a busca incessante pela melhoria continua da qualidade, redução de custos e estratégias mais eficazes para gerar competitividade e impulsionar as vendas externas. Na busca por soluções que garantam eficiência na produção e conseqüentemente ganho de competitividade, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou o PROGEX, projeto de apoio tecnológico à exportação, iniciado em janeiro de 1999. Segundo Mari Tomita Katayama, diretora-adjunta para Projetos Especiais, do IPT, o projeto foi criado para adequar um produto para atender ao mercado importador. Trocando em miúdos, quando uma empresa pretende ingressar num determinado mercado e precisa adequar seus produtos às normas de qualidade vigente naquele país ou região, o IPT entra com seu aparato tecnológico e diz o que precisa ser feito para adequação do produto. Mari explica que uma parte do valor usado para a adequação do produto é custeada pelo governo a fundo perdido e uma outra parte é bancada pelo empresário. A iniciativa do IPT, que era somente estadual ganhou importância e já recebe fundos do governo federal para ampliar o leque de atendimentos. Um outro serviço importante para alavancar o comércio exterior é a garantia de que o negócio vai ser devidamente pago pelo importador. Essa garantia foi dada pelas empresas Coface e Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação S. A. (SBCE). A primeira oferece um estudo sobre a saúde financeira da empresa e garante o crédito à mesma, baseado nessas informações. A segunda oferece o seguro propriamente dito, inclusive para casos de risco político (guerras, revoluções, moratória, etc) e risco comercial (mora e falências). GARANTIAS DE CRÉDITO O diferencial neste caso é que as empresas oferecem um leque de garantias e a certeza de que o crédito pedido é legítimo e confiável. Segundo Mônica Romero, Gerente de Marketing da SBCE, no caso do exportador já ter contraído um financiamento, fato que limitaria sua capacidade de pagamento, ainda assim haveria a possibilidade de solicitar um novo empréstimo de 85% do valor do primeiro empréstimo, uma vez que a certificação oferecida pela Coface e o seguro da SBCE assegurariam a cobertura. Neste caso o capital investido no seguro e na certificação @Rating, da Coface, funcionariam como um capital de giro, aumentando o poder de pagamento e de contração de financiamentos. A necessidade de participação do empresário brasileiro no comércio internacional foi sempre tratada como ação decisiva para manutenção dos negócios domésticos. Entre os principais argumentos para o empresário compreender a importância do assunto, foi destacado o fato de que se o empresariado não se adequar às novas exigências de mercado, se não buscar a eficiência e a competitividade internamente não vai alcançar também o mercado externo. Na mesma linha de raciocínio, a inabilidade e a pouca eficiência no trato com seu(s) produto(s) e cliente(s) vão acabar levando este empresário a uma situação comercialmente delicada, uma vez que é visível a presença cada vez maior de produtos importados, com preços mais competitivos e de boa aceitação no mercado brasileiro. Ou seja, se ele não melhorar para competir no exterior, queira ou não vai ter a incômoda presença dos produtos estrangeiros disputando em melhores condições em território nacional com o seu produto. OPINIÃO DOS ESPECIALISTAS Exportar hoje -nas condições que o Brasil está-, é imprescindível, enfatizou o deputado Emerson Kapaz (PPS-SP), mostrando que essa não é uma necessidade apenas de momento, mas um ditame comercial a ser seguido e melhorado, uma necessidade para que se consiga redução de juros, para que o comércio exterior do Brasil ganhe confiança e competitividade internacionais, que vão resultar, inclusive, num estudo para alongar o perfil da dívida externa brasileira e para o produtor e comerciante se manterem presentes em mercados cada vez mais exigentes. A representante do SINDASP/CG, Regina
Terezin, diretora financeira da entidade, concordou com o que foi dito pelo deputado e
acrescentou que em 23 anos atuando como despachante aduaneiro, observou que há uma
tendência, uma cultura do empresariado de somente participar do mercado externo em
períodos de crise, para depois, em momentos de melhora no cenário nacional, voltar a
internalizar seu produto. Regina também defendeu que haja ações políticas, visando
aumento real da movimentação de comércio exterior, aumentando a nossa produção,
aumentando a nossa exportação e, por que não, aumentando a nossa importação também e
não diminuindo a nossa importação para parecer que estamos exportando mais. Seguindo essa mesma lógica Eduardo Martins Cruz, presidente do Dry Port, divulgou um acordo feito entre sua empresa e a TVT Multimodal Vale do Tejo, de Portugal. Segundo Cruz, o Dry Port vai servir de show-room para produtos vindos de países europeus e a TVT vai expor os produtos brasileiros em Portugal. Cruz descreveu a situação como excelente oportunidade para inserção na Europa, uma vez que a TVT tem capacidade para distribuir os produtos por todo o Velho Continente em até 48 horas, arcando apenas com os custos de transporte. No entendimento de José Cândido Senna o evento atingiu o êxito esperado, uma vez que propiciou a criação de canais de discussão, além de fortalecer a formação de uma mentalidade exportadora no empresário brasileiro. O seminário Exportar para Crescer - Novos Caminhos para o Mercado Externo será estendido para outras localidades, iniciando na cidade de Araçatuba no final de junho, constando ainda do programa as regiões de Santo André, Catanduva, Limeira, Amparo Taubaté, Campinas, Piracicaba e Bauru. |
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| Reportagem: Ricardo Gomez Filho |
Fonte: SINDASP/CG (http://www.sindaspcg.com.br/page30.htm / 28/05/2002 |