Inspetoria da Receita promove mudanças e empresários elogiam

Medidas postas em prática em São Paulo ajudam a reduzir o chamado Custo Brasil

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A descentralização das decisões na inspetoria da Receita Federal de São Paulo está arrancando elogios de vários setores envolvidos no comércio exterior brasileiro. Tanto que o coordenador do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos (Comus), da Associação Comercial de São Paulo, pretende editar uma cartilha (que será disponibilizada no site da entidade, na internet), mostrando a desburocratização obtida pelo Inspetor da Receita Federal (RF) em São Paulo, Mario Fukuoka.

Além disso, Senna já está preparando uma nova reunião do Comus com a presença também dos inspetores da RF de Santos, Campinas e Guarulhos, para debater ações que possam agilizar ainda mais os processos de importação e exportação. “Reduzir a burocracia é o mesmo que reduzir custos, sobretudo de armazenagem, e acelerar o processo exportador”, enfa­tizou Senna.

Ele também elogiou o processo de descentralização – portaria IRF/SPO n.º 37/2002 – promovido por Fukuoka, lembrando que as medidas ajudam a reduzir o chamado Custo Brasil e se ajustam a decisão do governo de ampliar as exportações, na meta de conseguir chegar a US$ 100 bilhões até 2005. O mesmo elogio partiu do diretor das Associações Comercial e Empresarial de Santos e Guarujá, Ronaldo de Souza Forte, para quem o sucesso da política de comércio exterior “depende da integração entre o poder público e o privado.”

Durante a reunião do Comus, ocorrida na noite da quinta-feira passada, o inspetor da Receita Federal de São Paulo, Mario Fukuoka, fez um relato das medidas que vem adotando para simplificar antigos e complexos procedimentos burocráticos que atravancavam a vida dos exportadores e importadores. Basicamente, transferiu controles aduaneiros para dentro das 10 Estações Aduaneiras do Interior (EADIs).

Além disso, Fukuoka descentralizou a administração temporária, o entreposto aduaneiro, a exportação temporária, os depósitos especiais alfandegados e o trânsito aduaneiro. “Tudo isso resultou em mais agilidade nas operações, reduziu o Custo Brasil, trouxe mais satisfação para nós e para os agentes exportadores e importadores”, disse o inspetor da RF.

Luiz Manoel Mascarenhas, presidente-executivo da Associação Brasileira das Empresas Operadoras de Regimes Aduaneiros (Abepra), disse que as medidas ado­tadas por Mario Fukuoka, eram antigas reivindicações das EADIs, para agilizar os processos de exportação e importação. “A descentralização tem trazido uma redução nos custos e no tempo gasto não só para os agentes de comércio exterior, mas também pa­ra a própria Receita, que harmoniza melhor todos os processos”, disse.

Para Waldir dos Santos, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos, Fukuoka está pondo a inspetoria da RF de São Paulo em compasso com as novas exigências de velocidade para o comércio exte­rior brasileiro. Ele dá um exemplo: “O tempo de liberação das cargas encurtou e isso é bom para todo mundo.” Santos citou o avanço nos prazos obtidos no entreposto de admissão temporária (permanência de uma máquina no Brasil para teste ou exposição em feiras). “Antes um processo levava cerca de 15 dias, hoje não passa de cinco”, disse.

Serviço
Para acessar o site do Comus: www.logisticainternacional.com.br

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(Sergio Leopoldo Rodrigues)

Fonte: Diário do Comércio, edição de 18 de março de 2002, Página 5.