Projeto de informatização vai agilizar operação nos portos brasileiros

Mais um importante passo para agilizar e desonerar as exportações e importações brasileiras foi dado ontem à tarde, na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com a assinatura de um protocolo de cooperação técnica entre a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Associação Comercial e a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo, para o desenvolvimento do projeto supervia de informações dos portos brasileiros.

O projeto, que já está sendo posto em prática nos portos de Santos e do Rio de Janeiro, deverá substituir a emissão de pelo menos 2 milhões de documentos impressos de Santos e cerca de 450 mil no Rio. “O projeto vai permitir a transferência de eletrônica de documentos e informações pela internet”, explica o professor Eduardo Mário Dias, coordenador do Projeto Supervia, pela Escola Politécnica (Poli), da USP.

O novo sistema, segundo Dias, é a primeira experiência do gênero no Brasil e no Mercosul a partir de Santos e Rio de Janeiro. “Essa experiência logo poderá se estender por todo o Brasil, que terá seus portos integrados eletronicamente, via internet, como os demais do mundo desenvolvido”, disse.

Além disso, garantiu que o projeto supervia é dotado do mais avançado sistema de segurança e proteção disponível (totalmente criptografado). Por isso mesmo, conquistou o apoio e integração da autoridade alfandegária e todos os demais usuários dos portos.

Segurança – Alencar Burti, presidente da Facesp e Associação Comercial, destacou a importância  de o projeto ter um controle máximo de segurança. “É uma preocupação para preservar a qualidade e a confiabilidade desse serviço”, disse.

Para Burti, o projeto su­per­via representa mais uma etapa dos esforços que vem sendo feitos pela Federação e Associação Comercial para buscar modernizar os processos de exportação e importação no Brasil. “Com isso poderemos incrementar as vendas externas ao des­burocratizar e baratear o custo das nossas exportações”, afirmou. Acrescentou que isso tornará a exportação mais acessível às empresas de pequeno porte;

Segundo José Cândido Senna, coordenador do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (COMUS), caberá à Facesp e Associação Comercial desenvolver caixas postais para os exportadores e importadores e seus prepostos – os despachantes aduaneiros e comissários de despachos – utilizarem a supervia de informações. (SLR)  

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(Sergio Leopoldo Rodrigues)

Fonte: Diário do Comércio, edição de 15 de março de 2002, Página 15.