Seminário discute modelo de gestão |
Ele criticou a ausência de uma política portuária para o Brasil. Manteli acredita que a União deve assumir os investimentos pesados para garantir competitividade internacional aos nossos portos. O resto seria investimento privado, acrescentou. Saída Renato Abucham, vice-presidente de Comércio Exterior da Associação Comercial, endossou a privatização da administração do porto, como forma do Estado disponibilizar recursos para áreas prioritárias, como segurança pública, saúde e social. Nesse sentido, a privatização é a melhor saída possível, enfatizou. Para Abucham, não há dúvida de que a regionalização é necessária, pois traz a administração para junto dos usuários. José Cândido Senna, coordenador do Comus, fez um balanço das conclusões obtidas durante o seminário A Regionalização do Porto de Santos, na Associação Comercial. Reconheceu que se trata de um assunto complexo, mas que a regionalização é positiva à medida em que aproxima a administração do porto de usuários e entidades de usuários. No entanto, Senna observa que é preciso perceber que o processo impõe cuidados, para não se confundir com o calendário eleitoral de 2002, já que se trata do futuro do maior porto do País. É preciso caminhar com cautela, afirmou, porque a nova empresa, que vai suceder a Codesp, deve ser a mais profissional possível, para não sofrer ingerências políticas, que desviem o porto de sua importante missão logística para o País. Defesa O deputado federal Emerson Kapaz (PSDB), presidente da Subcomissão de Comércio Exterior da Câmara dos Deputados, destacou a importância da regionalização, que vinha sendo retardada nos meandros políticos da União. A partir da regionalização, Kapaz avista novas parcerias entre o Estado e o setor privado, com resultados positivos na geração de emprego e renda. Kapaz também prevê um novo salto de qualidade e produtividade no comércio internacional brasileiro, como também uma retomada econômica para a região do ABCD paulista, como zona privilegiada de produção de produtos e serviços. O importante agora é aprender com os erros cometidos e evitá-los da nova administração regionalizada, concluiu. (SLR) |
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| (Sergio Leopoldo Rodrigues) |
Fonte: Diário do Comércio, edição de 04 de fevereiro de 2002. |