Administração não pode atender "interesse político"

“Acima de tudo é preciso pensar no interesse do País e colocar interesses políticos e pessoais de lado”, disse Alen­car Burti, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Facesp, e da Associação Comercial de São Paulo, ACSP, ao encerrar o seminário “A Re­gionalização do Porto de Santos”.

Para Burti, dar instrumentos para o porto ter melhor produtividade e desempenho, é proporcionar ao País uma chance a mais de enfrentar o veloz processo de globalização.

Soluções criativas – O presidente da Facesp e da Associação Comercial acredita que é preciso buscar soluções novas e criativas para os problemas brasileiros, “deixando de lado qualquer interesse menor.”

Ele enfatizou que a classe média empresarial, a maior geradora de empregos e riquezas do Brasil, está preocupada com as dificuldades para enfrentar uma economia globa­lizada. E lembrou que está na hora de exigir mais da classe política. “Temos de mostrar o que queremos para o nosso País”, disse.

Segundo o presidente da Facesp e Associação Comer­cial, é preciso intensificar este ano um processo de reflexão para deixar claro os novos rumos que o Brasil precisa seguir. “Precisamos mostrar que todos temos uma parcela de responsabilidade nessa tarefa”, destacou.

Somente assim, acrescentou Alencar Burti, o País poderá sair de um processo de indefinições, “para deixar bem claro que o Brasil é uma grande empresa nossa”. E concluiu dizendo que ser patriota “é olhar pela ótica dos interesses do Brasil.”

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(Sergio Leopoldo Rodrigues)

Fonte: Diário do Comércio, edição de 04 de fevereiro de 2002.