Wilen Manteli quer empresa particular |
| As críticas do
coordenador da Intersindical Portuária, Everandy Cirino dos Santos, sobre a suposta
inconstitucionalidade de como está sendo conduzido o processo de regionalização, foram
repetidas durante o seminário de ontem, da Associação Comercial de São Paulo. O
presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Wilen Manteli, também
denunciou os erros, afirmando que seria constrangedor se, no final
do processo, alguém impedi-lo, entrando com um processo na Justiça. Esta foi uma das raras vezes em que portuários e empresários concordaram em um ponto. Manteli seguiu a mesma linha de argumentos de Cirino, também presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) e representante dos trabalhadores no grupo de regionalização. A única diferença entre o sindicalista e Wilen Manteli é a defesa do último, de que o Porto de Santos, o principal do Brasil, seja administrado por uma empresa particular, que ganharia o direito em uma concorrência pública. Segundo ele, a proposta do cais santista ser delegado ao Estado pela União não é legal, pois haveria a necessidade de licitação para a concessão e permissão de serviços públicos (Artigo 175 da Constituição Federal). Segundo o secretário estadual dos Transportes, Michael Paul Zeitlin, a lei citada refere-se a concessões e não a uma delegação. Ele também argumenta que o objetivo do contrato é o exercício das funções de administradora e autoridade portuária e não a prestação do serviço, que deve ser concedida. Zeitlin ainda aponta que este foi o mesmo processo adotado na passagem de portos da União para um Estado ou município. Em nenhum desses casos foi sequer arguida tal questão. |
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| (Leopoldo Figueiredo) |
Fonte: A Tribuna Digital, Litoral Paulista, edição de 04 de fevereiro de 2002. |