Porto de Paranaguá investe na expansão da sua área |
A TCP Terminal de Contêineres de Paranaguá tem um projeto ousado de ampliação do porto paranaense. As obras de infra-estrutura e aquisição de equipamentos deverão consumir investimentos da ordem de R$ 128 milhões. A previsão é de que o porto já tenha aumentado de tamanho em agosto de 2002, chegando a de 210,4 mil m2,.e no final de 2003 alcançar os 292,3 mil m2. Os planos não param por aí. O objetivo é chegar a 420 mil m2 até 2012. "Mas isso vai depender da demanda pelo porto", disse Marcelo Leite Marder, gerente comercial do Terminal de Contêineres de Paranaguá, que apresentou o novo projeto durante a reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) da Associação Comercial de São Paulo. Objetivo No final da primeira etapa, o grupo que controla o porto formado pela Flamapar, holding do Grupo Marder, Tucumann Engenharia e Empreendimentos, Soifer e duas de origem espanhola, a TCB Terminal de Contenedores de Barcelona e a Galigrain de operações portuarias espera aumentar a sua zona de influência atraindo carga e descarga de contêineres de várias cidades do Interior do Paraná, além de outros países, como Uruguai e Argentina. A expectativa é de que a fase inicial de ampliação de Paranaguá possa atrair armadores, importadores e exportadores interessados em custos mais baixos de estiva e capatazia. A redução dos custos virá da modernização das operações de recebimento e envio de cargas. Atualmente, a fila de espera de um navio no porto é de aproximadamente 24 horas. "Cada navio realiza 15 movimentos de carga e descarga por hora. Esperamos aumentar essa média para 60 movimentos por hora, de acordo com os padrões nacionais", explicou Marder. Aparelhos Até agora, os maiores investimentos da empresa foram em informática e equipamentos de checagem das cargas, como leitores que transmitem os dados por rádio-freqüência. Isso permite que os usuários possam rastrear todo o caminho percorrido pela carga via Internet, após a implantação de softwares de logística. As consultas podem ser realizadas através do site do grupo: www.tcp.com.br. A reformulação do porto prevê ainda a construção de um centro comercial, que deverá abrigar empresas importadoras e exportadoras. Na opinião de José Cândido Almeida de Senna, coordenador do Comus, as mudanças poderão gerar maiores oportunidades para as pequenas empresas começarem a exportar. |
| (Dora Carvalho) |
Fonte: Diário do Comércio, edição de 01 de outubro de 2001. |