COMUS: Entidade muda denominação e se aproxima do setor aéreo

SÃO PAULO, 1º de agosto de 2001 – A atuação do Comitê de Usuários dos Portos do Estado de São Paulo (Comus) – entidade que alterou sua denominação para Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo desde a semana passada – deverá se voltar cada vez mais no sentido de fazer gestões por uma maior integração e agilização dos procedimentos de desembaraço de mercadorias, seja nos portos ou nos aeroportos. De acordo com seu presidente José Cândido Senna, a reunião de ontem do Comus – que teve como convidado o gerente de Cargas Aéreas da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) no aeroporto de Viracopos, Carlos Alberto Alcântara - é um exemplo disso.

"A exposição dele mostrou que a Infraero está atenta às necessidades da cadeia de comércio exterior, e que em Viracopos já há uma visão do processo como um todo. Iniciativas como o Linha Rápida – lançado em conjunto pela Infraero e Receita Federal há cerca de dois meses – são importantes, porque facilitam o acesso dos pequenos empresários a esse processo através da simplificação dos procedimentos", afirma.

A visão de que cada vez mais as várias etapas da cadeia logística são integradas, necessitando ser analisadas como tal, fez com que o Comus alterasse sua denominação e procurasse se aproximar do setor aeroportuário. Além dos portos, a atenção da entidade já vinha sendo dada às estações aduaneiras do interior (Eadis). "Dentro desse cenário de racionalização e integração do sistema logístico, é certo que o Comus buscará ter um papel importante na busca da agilização dos procedimentos de desembaraço", diz.

Senna ressalta, contudo, que essa "cultura da rapidez" está hoje mais arraigada no setor aéreo do que no marítimo. "Com essa interação entre modais diferentes, procuraremos trazer esses conceitos de agilidade e eficiência também para os portos", afirma.

A próxima reunião do Comus, prevista para o próximo dia 7, abordará a questão da simplificação aduaneira de exportação e importação no porto de Santos, e deverá contar com a participação de autoridades da Alfândega. "Estaremos discutindo principalmente as normas implantadas no mês passado, que prevêem plantão 24 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados", afirma, lembrando que o Comus considera essencial que essa agilização nos procedimentos seja levada também aos recintos da zona secundária, a fim de se ter um trânsito aduaneiro realmente adequado às necessidades dos donos das cargas.

Sérgio Siscaro
Fonte: Panorama Setorial da Gazeta Mercantil,  edição de 2 de agosto de 2001.