Viracopos acelera sistema de transporte de cargas
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai quadruplicar, a partir de dezembro, a capacidade de armazenamento de carga no terminal do aeroporto de Viracopos, em Campinas, Interior de São Paulo. O processo para acelerar a liberação de mercadorias importadas e exportadas se dará com a instalação do transelevador – um elevador que acelera a passagem da carga dentro do depósito.

O aeroporto também está acelerando, para 100 importadoras de maior presença no seu terminal, o processo de desembaraço de importações para, no máximo, cinco dias úteis. No aeroporto Internacional de Guarulhos, esse sistema é conhecido como "linha rápida".

Modelo – A Infraero conta com a experiência da Linha Azul, iniciada em 1998, em Viracopos, que possibilita o desembaraço de mercadorias em até 24 horas. Este sistema atende a 12 importadores.

Esse projeto visa introduzir o conceito de "corredor de passagem" no aeroporto de Viracopos, ou seja, uma das forma mais avançadas no processo de logística para importadores e exportadores, explicou Carlos Alberto Alcântara, gerente de logística de Viracopos, a especialistas de comércio exterior. Ele participou da reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (COMUS), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Vracopos pode abrigar, de uma só vez, 11 Boeings 747 (Jumbo). Enquanto o movimento mundial de carga aérea, em valor, cresceu 66% de 1992 a 2000, em Viracopos o aumento foi de 574%, no mesmo período. No primeiro trimestre deste ano, US$ 2,5 bilhões dos US$ 15 bilhões do total das importações brasileiras (17%) entraram no País por Viracopos. Esse total representa apenas 1% do total, em peso, de tudo o que foi transportado. "O que mostra o alto valor agregado dos produtos que ingressam pelo nosso terminal", diz Alcântara. (SLR)

Aeroporto dá prioridade ao comércio exterior

O aeroporto de Viracopos, em Campinas, a pouco mais de 100 quilômetros da Capital paulista, foi responsável, em 2000, por 37% de todas as importações que entraram por via aérea no Brasil. Atrás estão Guarulhos (28%), Galeão, no Rio de Janeiro (11%), e Curutiba (5%).

Juntos, os dois terminais paulistas concentraram 65% das importações, por via aérea, do País. Guarulhos responde por 51% das exportações, via aérea, e Viracopos, por 33% de Viracopos. Os dois terminais paulistas somam 84% dos produtos exportados, por este transporte, do Brasil.

Em Viracopos o custo do frete para importação (US$ 0,60, por quilo) é inferior ao da exportação, de US$ 1,80, por quilo. O aeroporto é, atualmente, tipicamente cargueiro, fato que reduz a oferta de vôos diários. Já Guarulhos é conhecido como aeroporto de passageiros e tem, em média, 80 vôos diários, para cinco continentes. Os aviões também transportam carga.

Carga expressa – No sistema de carga expressa (courier), que movimenta pequenas quantidades de produto e é mais ágil e barato, Viracopos participa com 83% desse mercado, seguido por Guarulhos (11,4%) e Galeão (5,1%). (SLR)

Fonte: Diário do Comércio,  edição de 2 de agosto de 2001.