Na reunião
realizada ontem no Comus estiveram presentes o diretor comercial do Sepetiba Tecon,
Cláudio Loureiro de Souza, o gerente de logística do porto, Paulo Fetal, Júlio César
Lourenço, gerente comercial e José Cândido Senna, coordenador executivo da casa.
Loureiro falou sobre os principais investimentos feitos no porto na área operacional, em
equipamentos e vias de acesso. Nosso objetivo é tornar Sepetiba um centro
logístico da região sudeste e atuar como principal porto de transbordo. Para isso, a
viabilidade operacional do sistema é crucial, afirma ele. Sepetiba possui
diferenciais importantes, entre eles um calado de 14,5 m nos berços, 24 horas de
atividade, controle total da operação e rápida liberação alfandegária, além de
preços competitivos e uma rede de terminais multimodais.
A respeito das rodovias de trânsito, Loureiro diz que já existe uma corrida de
transportadores rodoviários para se estabelecerem na região do porto. Sepetiba é
considerada de difícil acesso porque é necessário passar pelo centro da cidade e por
todo o tráfego para chegar, o que torna o frete muito alto. Por isso, o próprio porto
estabeleceu uma tabela com esses valores fixados e considera essencial a consolidação de
carga para a redução de custos de operação. A construção da rodovia RJ-109, ainda em
fase de projeto, fará conexão entre as principais rodovias da região Br 116, BR
101, BR 040 diretamente com o porto. Estamos tentando romper barreiras e
tornar a atividade dos exportadores e importadores mais simplificada, explica.
Ferrovia
A questão do acesso à Sepetiba ainda é problemática. A MRS, responsável pelo seu
terminal de integração ferroviário, opera no Triângulo RJ- SP-BH e possui trens que
carregam somente 64 TEUs. Segundo Cláudio da Cunha, representante da MRS na reunião, a
companhia já adquiriu 7 novas locomotivas que operam com 75 compartimentos, além de
terem vagões siderúrgicos que podem ser adaptados para o carregamento de contêineres. A
MRS possui ainda terminais multimodais ao longo da malha ferroviária, situados no
interior de São Paulo e Rio de Janeiro, conectados ao porto, que controla a operação. |