| Porto de Santos: Paralisação prejudica exportações brasileiras |
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SÃO PAULO - As conseqüências da paralisação dos estivadores do porto de Santos, que entra hoje em seu terceiro dia, são trágicas na medida em que prejudicam a imagem do País no Exterior no momento em que é necessário sinalizar a existência de um consistente programa de exportações - aumentando, com isso, a percepção de risco do Brasil. A avaliação é do presidente do Comitê de Usuários dos Portos do Estado de São Paulo (Comus), José Cândido Senna, segundo quem os prejuízos são incalculáveis por afetarem toda uma cadeia logística, do fabricante de produtos manufaturados ao porto. "Na verdade, a questão de mão-de-obra portuária tem de ser vista de forma abrangente. O que está em jogo é muito mais que os empregos dos estivadores - são os empregos de trabalhadores de diversos setores, como o metalúrgico e o automotivo. Hoje, as indústrias exportadoras de produtos manufaturados dependem, para serem competitivas no mercado externo, de uma logística de entrega eficiente; quando há uma paralisação, é necessário se repensar todo o processo", afirma. Para Senna, paralisações como essa têm impacto direto sobre as expectativas de crescimento da economia brasileira, à medida em que acabam influindo no número de postos de trabalho disponíveis na indústria ou na criação de eventuais novos empregos. "Os agentes envolvidos - estivadores, operadores portuários - têm de perceber sua enorme responsabilidade perante o País". |
| Ségio Siscaro, Panorama Setorial da Gazeta Mercantil, 29 de março de 2001. |