THC em discussão entre usuários de portos
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Na primeira reunião do ano do Comitê de Usuários dos portos do Estado de São Paulo (COMUS), o tema abordado foi a estimativo de cálculo da Terminal Handling Charge (THC), taxa que veio substituir, quando da privatização, a antiga cobrança da capatazia. O presidente do Centronave - Centro Nacional de Navegação Transatlântica (CNNT), Robert Higgins, abriu as discussões apresentando um estudo encomendado pela entidade sobre a estimativa de cálculo da THC nos portos do Rio de Janeiro, Santos, Vitória e Paranaguá.
O estudo tem particularidades, como por exemplo, o fato de ter sido realizado apenas sobre as condições do terminal santista da Libra – o T 37, por motivos das características do arrendamento serem favoráveis. Também é importante ressaltar que os cálculos foram baseados somente na movimentação de contêineres de café, um tipo de carga que vem apresentando problemas com armadores em portos como Santos e Vitória.
A conclusão importante a que chegaram os participantes da reunião foi que a cobrança da THC deixaria de ser uma questão importante se o volume de carga movimentada em portos aumentasse. “O movimento de cargas em portos da Argentina ultrapassam hoje a marca de 1 milhão de TEUs ano, enquanto que Santos – o maior porto da América do Sul – não ultrapassa os 800 mil TEUs”, afirmou Higgins. Ele disse ainda que a pesquisa avaliou que um incremento de 10% no volume de cargas movimentadas nos portos estudados faria com que o THC fosse reduzido em 4,5%.

Roberta Provatti

fonte: Net Marinha de 16/2/2001