SÃO PAULO, 16 de
fevereiro de 2001
O fato de a taxa de THC (Terminal Handling Charge) ser ainda alta no porto de Santos pode
ser contrabalanceado pelo aumento no volume de cargas. A afirmação foi feita pelo
presidente da Santos Brasil - que administra o Tecon daquele porto -, Wady Jasmin, durante
a apresentação de um estudo sobre a incidência dessa taxa no terminal da Libra,
encomendado pelo Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave).
"Não vejo muita relação entre a estrutura de custo (do THC) e o preço que se
cobra pelo serviço. Quem baliza este último é a concorrência". Ele disse ainda
que, caso fossem adotados os mesmos parâmetros do estudo feito pela Tendências
Consultoria, o custo do Tecon seria bem maior que o da Libra. "Se eu repassasse meus
custos ao armador, não pararia nenhum navio no terminal", afirmou.
Para Jasmin, a única forma de se contornar o problema de altos valores de THC é
solucionando os problemas de estrutura do porto de Santos, a fim de capacitá-lo a receber
mais cargas. "O mercado não permite o repasse dos custos porque o volume de cargas
não o permite. Se Santos tornar-se um hub port, iremos parar de discutir THC."
(Sérgio Siscaro, Panorama Setorial da Gazeta Mercantil) |