Informática mostra operação portuária
Registro eletrônico de Santos vai facilitar e juntar os procedimentos burocráticos

Todos os setores envolvidos na importação e exportação poderão acompanhar o passo a passo da elaboração da supervia de informações do Porto de Santos, iniciada em abril último, através do site www.logisticainternacional.com.br, que também pode ser acessado pelo portal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A supervia vai possibilitar a unificação das informações, através de registro eletrônico de dados, de modo a satisfazer as autoridades portuária, alfandegária e marítima, e também operadores e arrendatários. Substituirá controles que hoje são manuais, proporcionando a redução de fluxo de papéis, economia de tempo e simplificação de controles de modo a baixar custos e agilizar as operações no porto de Santos. O esforço de informatização dos órgãos públicos é importante também para os terminais privados, que estão investindo em sistemas de informática.
Divulgação – O Comitê de Usuários dos Portos do Estado de São Paulo (Comus) colocou o site à disposição dos criadores da supervia durante reunião do órgão na última quinta-feira. "O Comus tem que estar engajado desde o nascedouro deste projeto", ressalta José Cândido Senna, presidente do comitê.
A oferta foi aceita com elogios pelo engenheiro Francisco Villardo Neto, diretor de Infra-estrutura e Serviços da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que está à frente da supervia, e pelo professor Eduardo Mário Dias, coordenador do departamento de engenharia de energia e automação elétricas,

da Escola Politécnica da USP, responsável pela elaboração do site. "É muito importante que a comunidade portuária participe das discussões, tire dúvidas e faça sugestões para oferecermos um produto eficiente", ressalta Dias. Villardo Neto, por sua vez, também ofereceu o endereço do site do projeto (simgeren@portodesantos.com.br) para que usuários do porto façam críticas e sugestões.
Dias afirma que, além de ouvir os segmentos envolvidos, a equipe da Politécnica buscou informações sobre a experiência de outros portos importantes no mundo, como os de Roterdã e Antuérpia. "Estamos na fase de validação com os usuários. As críticas são bem-vindas porque economizam horas de trabalho", frisa Dias.
Modelo – O pesquisador da Politécnica Caio Fernando Fontana apresentou o modelo de integração em que constam dados como nome do navio, porto de origem e de destino, calado entrado e de saída, senha da viagem, nome do operador responsável pelo embarque e desembarque, registro de atracação, necessidade de prioridade ou não e requisição de infra estrutura.
Também traz informações para descarga, como tipo de mercadoria, tonelagem e embalagem, além de indicações de cobrança – se o contrato de arrendamento prevê descontos ou não, entre outras.

Ângela Bortoletto

Diário do Comércio, 28,29 e 30 de outubro de 2000, página 5.