| Excesso de mão-de-obra encarece operação | |
A mão-de-obra nos maiores portos brasileiros continua sendo a principal responsável pelos altos custos, mesmo depois das mudanças na Lei dos Portos, sancionada em 1993. Para os empresários do setor, esta situação mantém o serviço portuário brasileiro como um dos mais caros do mundo, o que contribui para prejudicar o desempenho das exportações do País. Um levantamento elaborado pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot), ligada ao Ministério dos Transportes, obtido pelo Estado, mostra que os gastos com pessoal ainda consomem mais de 70% |
dos custos nos portos do Rio de Janeiro e de Santos. De acordo com o estudo do Geipot, o manuseio da carga corresponde a até 75,1% dos gastos nos dois Terminais de Contêineres do Porto do Rio e 76,4% no Terminal de Contêineres (Tecon) em Santos. Apenas em Salvador os custos com mão-de-obra estão abaixo de 60% do total desembolsado pelo dono da carga, mas gastam-se 55% com pessoal. "Estes custos são depois repassados ao frete, o que acaba onerando as mercadorias", avalia o presidente do Geipot, Carlos Alberto Nóbrega. |
Fonte: O Estado de São Paulo, 17 de setembro de 2000, página B-3 |
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