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Se Brasil não
se adequar até o dia 1º de julho às exigências
da norma ISPS Code, nossas mercadorias serão impedidas de entrar
em vários países.
Das
62 áreas arrendadas no Porto de Santos, 32 ainda não
começaram a fazer os estudos necessários para adequação à nova
regra internacional.
Os
portos brasileiros têm até o dia 1º de julho para
se adaptarem às exigências do ISPS Code, uma norma internacional
de segurança criada pela Organização Marítima
Internacional (IMO). Caso não consigam, o Brasil corre o risco
de ter suas mercadorias impedidas de atracar nos Estados Unidos e em
países da Europa. Para se adequar ao novo código, os portos
e os terminais têm de elaborar uma avaliação de risco,
um plano de segurança e realizar procedimentos que garantam suas
operações.
No
Porto de Santos, o maior do País, das 62 áreas arrendadas,
32 ainda não começaram a fazer os estudos necessários à adaptação
para o ISPS Code, segundo informações do engenheiro João
Fernando Cavalccanti Gomes da Silva, da Companhia Docas do Estado de
São Paulo (Codesp). O alerta foi dado na última quinta-feira
durante reunião do Comitê de Usuários dos Portos
e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP).
Urgência – "Os
empresários não estão
acreditando o quão sério é esse problema. Esses
32 estão muito atrasados e correm sérios riscos. O comércio
internacional cessa para quem não estiver credenciado", afirma
Silva. De acordo com a nova norma, o complexo portuário só será considerado
seguro se os seus terminais e armazéns estiverem devidamente adaptados
e credenciados pelo Governo Federal.
Preocupada
com a urgência da questão, a Companhia Docas
prometeu na semana passada isolar os terminais que não se adequarem
dentro do prazo estipulado. "Não haverá tempo suficiente
para todas as instalações do cais realizarem os investimentos
que ainda são necessários e obterem o credenciamento. A única
opção será fechar esses terminais, caso contrário,
teremos o porto todo, inclusive os arrendatários que conseguiram
se adaptar, perdendo seus registros", disse a assessora da Presidência
da Autoridade Portuária, Mariliza Fontes Pereira.
Entre
as exigências do ISPS Code, estão o controle de todas
as pessoas e veículos que circulam pelo porto, tanto em suas avenidas
como no canal de navegação, que é o caso de catraias,
barcos de passeio e ainda as balsas da Dersa. Até mesmo as empresas
que estão fora do complexo portuário, como os moinhos Pacífico,
Paulista e Santista, terão que se certificar. Isso porque essas
companhias estão ligadas ao cais por esteiras aéreas. Até o
momento, só a Petrobras está devidamente adaptada ao ISPS
Code.
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